Como comenta o CEO Ian Cunha, o papel do timing no sucesso é um dos fatores mais subestimados no empreendedorismo, porque ele não aparece no pitch, mas aparece no resultado. Tratar timing como combinação entre contexto de mercado, maturidade do cliente e capacidade de execução. Timing não é sorte pura. Ele envolve sinais do ambiente, movimento de concorrência, hábitos do público e disponibilidade de orçamento. Um produto pode ser bom e falhar porque chega cedo demais. Um produto pode ser mediano e vencer porque chega quando o mercado está pronto.
Por conseguinte, a pergunta mais útil não é apenas “isso é bom?”, e sim “isso é bom agora para esse público com esse contexto?”. Se você quer entender quando insistir e quando mudar a rota sem cair em teimosia ou desistência precoce, continue a leitura e observe como o timing muda a leitura de qualquer estratégia.
Por que a mesma ideia muda de valor com o contexto?
Ideias não existem no vácuo. O mercado muda por tecnologia, comportamento, regulação, crises e mudanças culturais. Uma solução pode parecer complexa hoje e óbvia amanhã. O que muda não é apenas o produto; muda a disposição do comprador para mudar de hábito.

Sob o ponto de vista do superintendente geral Ian Cunha, timing também é sobre fricção de adoção. Quando o mercado está pronto, a fricção diminui. Quando não está, o empreendedor precisa educar, convencer e bancar um ciclo mais longo até a adoção. Como resultado, a mesma proposta pode exigir estruturas e recursos muito diferentes dependendo do momento.
Sinais de que a rota está certa, mas a execução precisa amadurecer
Insistir faz sentido quando a dor é real, a proposta é clara e existe um grupo que de fato adota, ainda que pequeno. Esses sinais indicam que o problema existe e que há compatibilidade entre solução e demanda, mesmo que ainda falte escala. Em contrapartida, insistir sem esses sinais costuma virar teimosia.
Como observa o fundador Ian Cunha, a insistência madura é aquela que mantém a direção, mas refina o caminho. Ela é mais técnica do que emocional. Em vez de repetir a mesma abordagem, a empresa ajusta posicionamento, canal e entrega, preservando o núcleo de valor. Dessa forma, o produto não muda por ansiedade, mas por aprendizado.
Quando mudar a rota?
Mudar a rota é necessário quando a empresa precisa explicar demais para gerar interesse, quando a adoção depende de esforço desproporcional e quando não existe repetição. Esses sinais indicam que o timing pode estar errado ou que a proposta não está suficientemente conectada ao problema prioritário do público.
Como menciona o CEO Ian Cunha, um sinal crítico é quando a solução fica “interessante”, mas não vira prioridade. O mercado pode elogiar, mas não compra. Pode testar, mas não mantém. Pode concordar, mas não muda comportamento. Isso sugere que o problema não tem urgência suficiente naquele contexto, e insistir pode apenas aumentar custo e desgaste.
Timing e capital: Por que o fôlego define a margem de erro?
Timing também é função de fôlego. Uma empresa com caixa e credibilidade pode esperar o mercado amadurecer, educar o público e sustentar um ciclo longo. Uma empresa com recursos limitados precisa de sinais mais rápidos de tração. À vista disso, o timing não é apenas externo, ele é interno: depende de quanto tempo você consegue operar até a adoção se tornar consistente.
Portanto, como sugere o CEO Ian Cunha, a pergunta prática é: o seu modelo aguenta o tempo do mercado? Se a resposta for não, mudar a rota pode ser mais inteligente do que insistir. Portanto, timing exige leitura estratégica e honestidade operacional.
Autor: Lia Xan