O programa Move Brasil para motociclistas foi ampliado para incluir profissionais que dependem de veículos de duas rodas para trabalhar. A continuidade da iniciativa foi garantida por lei sancionada pelo governo federal em 14 de setembro de 2026, com regras voltadas a motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e outros trabalhadores do transporte de passageiros ou cargas.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a medida contempla motocicletas, motonetas, ciclomotores, bicicletas elétricas e outros veículos elegíveis conforme as especificações do programa. O objetivo é apoiar a renovação dos veículos utilizados na atividade profissional, mas a contratação continua sujeita à análise da instituição financeira.
Quem pode participar do Move Brasil
As regras abrangem motociclistas e entregadores cadastrados em plataformas digitais, desde que comprovem pelo menos seis meses de atividade e um mínimo de 100 corridas ou entregas. A exigência busca direcionar o financiamento a trabalhadores que utilizam a moto de maneira efetiva para gerar renda, e não apenas a consumidores interessados em adquirir um veículo para uso pessoal.
Também estão incluídos motofretistas e mototaxistas, além de ciclistas profissionais contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho. Nesse último caso, é necessário ter ao menos seis meses de vínculo empregatício. A comprovação da atividade e o atendimento aos critérios definidos pelo programa são etapas necessárias antes da solicitação do crédito.
Quais veículos podem ser financiados
Entre os veículos aceitos estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex com até 165 cilindradas. A modalidade também considera modelos elétricos de até 7.500 watts, desde que sejam produzidos no Brasil ou estejam vinculados a projetos de produção nacional, conforme as condições apresentadas pelo governo.
O programa ainda contempla bicicletas e autopropelidos elétricos com potência de até 1.000 watts. A inclusão amplia o alcance da política para profissionais que realizam entregas ou deslocamentos urbanos sem utilizar motocicletas convencionais. Em todos os casos, o veículo precisa atender às características técnicas e às demais exigências estabelecidas para a modalidade contratada.
Prazo, carência e taxas do financiamento
Para entregadores e profissionais que trabalham com motocicletas, o financiamento pode ter carência de até dois meses para o início do pagamento do principal. O parcelamento pode chegar a 48 prestações, permitindo distribuir o custo da aquisição ao longo de um período mais extenso.
As taxas informadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços são de 12,6% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres. Os percentuais já consideram spread e tarifas bancárias, de acordo com as informações oficiais. Ainda assim, o valor final contratado pode depender das condições apresentadas pela instituição responsável pela operação de crédito.
A aprovação não é automática
O enquadramento no programa não garante a liberação do financiamento. A instituição financeira precisa avaliar o pedido, verificar os documentos apresentados e realizar a análise de crédito. Por isso, o interessado deve confirmar previamente quais comprovantes serão solicitados, quais veículos estão disponíveis e se o banco ou agente financeiro participa da operação.
A página oficial de perguntas e respostas do programa, publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, reúne as informações específicas para entregadores e usuários de motoapps. O conteúdo foi atualizado em 14 de setembro de 2026 e deve ser consultado junto às instituições financeiras antes da assinatura do contrato.
Na prática, o Move Brasil pode facilitar o acesso a uma motocicleta nova para trabalhadores que dependem do veículo diariamente. A decisão, porém, exige atenção ao custo total, ao número de parcelas, à capacidade de pagamento e às regras de comprovação da atividade profissional. Esses fatores são importantes para evitar que o financiamento comprometa uma parcela excessiva da renda obtida com corridas, entregas ou serviços de transporte.