Orionídeas chegam ao auge na madrugada de 21 de outubro; veja como observar do Brasil

Redação Globo Brasil
Redação Globo Brasil 5 Min de leitura
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A chuva de meteoros Orionídeas alcançará seu período de maior atividade na madrugada de 21 de outubro de 2026. O fenômeno poderá ser observado em diferentes regiões do Brasil, de acordo com as condições do tempo e com o nível de iluminação artificial no local escolhido para a observação.

O evento é provocado por partículas deixadas pelo cometa Halley ao longo de sua trajetória. Quando esses fragmentos entram na atmosfera terrestre, produzem os rastros luminosos que podem ser vistos no céu. Segundo o Observatório Nacional, a passagem anual da Terra por essa região de partículas é o que faz com que as Orionídeas retornem todos os anos.

Por que as Orionídeas acontecem todos os anos?

A chuva de meteoros está ligada ao cometa Halley, um dos objetos celestes mais conhecidos. À medida que o cometa percorre sua órbita, deixa materiais pelo caminho. Em determinados momentos do ano, a Terra atravessa uma dessas áreas, e parte das partículas entra em contato com a atmosfera, formando os clarões observados pelos espectadores.

Apesar de o fenômeno parecer concentrado em uma noite, a atividade das Orionídeas se estende por um período mais amplo. O pico representa o momento em que a possibilidade de observar meteoros é maior, mas não significa que os rastros luminosos estejam restritos a um único horário ou data. A madrugada de 21 de outubro, porém, é o principal momento indicado para quem deseja acompanhar o evento.

Como observar a chuva de meteoros no Brasil

O primeiro passo é procurar um lugar com pouca iluminação artificial. Áreas afastadas de grandes centros urbanos tendem a oferecer condições mais favoráveis, porque a luz das ruas, dos prédios e de outros equipamentos reduz o contraste do céu e dificulta a identificação dos meteoros.

Também é importante verificar a previsão do tempo antes de sair. Nuvens podem impedir a observação mesmo quando a atividade da chuva está em seu auge. Como a visualização depende diretamente da transparência do céu, a experiência pode variar entre as regiões brasileiras e até entre localidades próximas.

Não é necessário recorrer a equipamentos sofisticados para tentar acompanhar as Orionídeas. O observador pode se acomodar em uma posição que permita manter os olhos voltados para uma área ampla do céu e aguardar os rastros luminosos. A recomendação é evitar lanternas fortes, telas de celulares e outras fontes de luz durante a observação.

Adaptação da visão ajuda a identificar os meteoros

Ao deixar um ambiente iluminado e ir para um local escuro, os olhos precisam de algum tempo para se adaptar à baixa luminosidade. Por isso, olhar imediatamente para a tela do celular ou acender uma lanterna pode atrapalhar a percepção dos objetos mais discretos no céu.

Dar alguns minutos para a visão se acostumar aumenta o conforto durante a observação. A orientação também ajuda a preservar a adaptação alcançada ao longo da espera. Como os meteoros podem surgir em diferentes pontos do céu, o ideal é evitar concentrar a atenção em uma única direção.

Fenômeno terá alcance nacional

A abrangência da chuva de meteoros faz com que a pauta não dependa de uma cidade específica. Pessoas em várias partes do Brasil poderão tentar observar as Orionídeas na madrugada de 21 de outubro, desde que encontrem um local escuro, tenham céu aberto e reduzam a interferência de fontes artificiais de luz.

O calendário de outubro de 2026 publicado pela Agência Brasil também ajuda a situar o fenômeno entre os acontecimentos previstos para o mês. A data reforça a importância de planejar a observação com antecedência, especialmente para quem pretende se deslocar para uma área rural ou outro ponto afastado da iluminação urbana.

As Orionídeas oferecem uma oportunidade de acompanhar um fenômeno astronômico relacionado diretamente ao cometa Halley sem a necessidade de instrumentos especiais. Para aproveitar a madrugada, o público deve priorizar a segurança do local, consultar as condições meteorológicas e reservar tempo suficiente para que a visão se adapte ao escuro.

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