Na análise do engenheiro Valderci Malagosini Machado, a escolha do tipo de pavimentação é uma decisão estratégica que impacta custo, durabilidade, manutenção e desempenho estrutural ao longo do tempo. Pisos intertravados, asfalto e concreto rígido apresentam características distintas, e compreender essas diferenças é essencial para definir a solução mais adequada a cada contexto urbano ou industrial.
Vamos explorar ao longo deste texto comparativamente esses três sistemas de pavimentação, considerando critérios técnicos, econômicos e operacionais. A escolha correta não depende apenas do investimento inicial, mas da aplicação prevista, do volume de tráfego e das condições ambientais.
O que diferencia estruturalmente cada tipo de pavimento?
O piso intertravado é composto por blocos de concreto assentados sobre base compactada, permitindo encaixe mecânico entre as peças, como explica o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Já o asfalto é um revestimento flexível aplicado sobre camadas estruturais, com capacidade de absorver pequenas deformações. O concreto rígido, por sua vez, forma placas estruturais de alta resistência, com menor flexibilidade e maior capacidade de carga.
Essas diferenças estruturais determinam o comportamento de cada pavimento diante de tráfego intenso, variações térmicas e movimentações do solo. A escolha técnica deve considerar essas características desde a fase de projeto.
Quando o piso intertravado é mais indicado?
O piso intertravado é amplamente utilizado em áreas urbanas, estacionamentos, calçadas, praças e vias de tráfego leve a moderado. Entre suas principais vantagens estão:
- Facilidade de manutenção, com substituição pontual de peças;
- Boa drenagem superficial quando bem projetado;
- Rapidez na execução;
- Apelo estético e variedade de acabamentos;
- Possibilidade de reaproveitamento das peças.
Esse sistema é ideal para ambientes que exigem manutenção frequente de redes subterrâneas ou valorizam o aspecto visual do espaço.
O asfalto ainda é a solução mais econômica?
Segundo o engenheiro Valderci Malagosini Machado, o asfalto costuma apresentar menor custo inicial e rapidez de aplicação, sendo amplamente adotado em vias urbanas e rodovias de médio tráfego. Sua flexibilidade permite absorver pequenas movimentações do solo sem fissuração imediata.
Entretanto, a manutenção tende a ser mais recorrente, especialmente em regiões com grandes variações térmicas ou tráfego pesado constante. A análise de custo deve considerar o ciclo de vida do pavimento, não apenas o investimento inicial.

Em quais situações o concreto rígido se destaca?
O concreto rígido é indicado para áreas de tráfego intenso e cargas elevadas, como corredores de ônibus, pátios industriais, portos e aeroportos. Sua alta resistência estrutural proporciona maior durabilidade e menor frequência de manutenção ao longo do tempo.
Apesar do investimento inicial mais elevado, o concreto rígido apresenta vida útil prolongada e menor deformação permanente. Em aplicações específicas, o custo ao longo do ciclo de vida pode se tornar mais vantajoso que outras alternativas.
Como o tráfego influencia a decisão?
O volume e o tipo de tráfego são fatores determinantes, assim como frisa o engenheiro Valderci Malagosini Machado. Vias residenciais e áreas de circulação leve podem se beneficiar do piso intertravado ou do asfalto. Já locais com tráfego constante de veículos pesados exigem maior robustez estrutural, favorecendo o concreto rígido.
A análise técnica deve considerar não apenas a carga atual, mas projeções futuras de crescimento. Subdimensionar o pavimento pode gerar custos elevados de recuperação e comprometer a segurança da via.
A questão ambiental deve ser considerada?
Sim, a sustentabilidade tem ganhado peso na escolha do sistema de pavimentação. O piso intertravado pode favorecer soluções drenantes, reduzindo o escoamento superficial. O concreto rígido apresenta maior refletância térmica, contribuindo para a mitigação de ilhas de calor.
O asfalto, por outro lado, permite reciclagem do material fresado, reduzindo consumo de novos insumos. Cada solução possui impactos distintos, e a avaliação ambiental deve integrar o processo decisório, como indica o engenheiro Valderci Malagosini Machado.
Qual é a escolha mais inteligente?
Por fim, não existe uma solução universalmente superior. A decisão mais inteligente é aquela alinhada ao uso previsto, orçamento disponível e estratégia de manutenção. A análise técnica precisa considerar desempenho estrutural, custo de ciclo de vida e contexto urbano.
Ao compreender as características de pisos intertravados, asfalto e concreto rígido, gestores públicos e privados podem tomar decisões mais assertivas. Escolher corretamente significa equilibrar eficiência, durabilidade e viabilidade econômica de forma estratégica.
Autor: Diego Velázquez