À medida que a recomposição corporal passa a ocupar o lugar da simples perda de peso nas metas de quem treina, Lucas Peralles, especialista em comportamento alimentar, estrutura o processo em três fases com objetivos, riscos e regras próprias. A divisão não é um recurso recente. Perda, ganho e consolidação formam a espinha dorsal do Método LP desde a sua concepção, a partir da percepção de que o paciente quase sempre acredita que o problema está no que comer, quando a questão central é como viver. Na Clínica Peralles, cada fase ensina uma competência diferente, sem pressa e sem extremismos.
O que a balança não mostra na recomposição corporal?
Recomposição corporal é a mudança simultânea na proporção entre gordura e massa muscular, e não apenas a variação do peso total. Um paciente pode reduzir medidas, ganhar força e melhorar marcadores de saúde metabólica enquanto o ponteiro se move pouco, o que costuma gerar frustração em quem mede o progresso por um único número. Por esse motivo, a avaliação da composição corporal e o acompanhamento do desempenho no treino oferecem uma leitura mais fiel do que acontece no organismo ao longo das semanas.
A definição de fase, primeira decisão do processo, cabe a Lucas Peralles e parte de uma leitura que vai além de exames e medidas. Rotina de trabalho, qualidade do sono, histórico de dietas abandonadas e relação com a comida entram no mesmo diagnóstico, porque determinam o que o paciente consegue executar no dia a dia. Um plano tecnicamente impecável falha quando não cabe na vida real, e a avaliação inicial existe justamente para evitar que a recomposição comece com metas incompatíveis com a rotina de quem vai cumpri-las.

Por que o ganho de massa muscular revela o comportamento?
A fase de perda tem como objetivo organizar a rotina, reduzir impulsos e criar previsibilidade, com poucas regras, alta consistência e monitoramento simples. O risco mais comum nessa etapa é a tentativa de mudar tudo de uma vez, cortando grupos alimentares e aumentando o volume de treino de forma insustentável, caminho que costuma terminar em abandono e em efeito sanfona. Reduzir a complexidade e medir o progresso semana a semana protege o paciente da própria pressa e prepara o terreno para a etapa seguinte.
No ganho de massa muscular, a margem calórica maior traz um desafio menos evidente, visto que a flexibilidade alimentar pode se transformar em descuido. A resposta está no ajuste que Lucas Peralles aplica à flexibilidade conforme a execução, ampliando a margem quando o paciente sustenta o padrão e devolvendo previsibilidade quando ele não consegue sustentá-lo. É nessa fase que o físico é colocado à prova, mas é o comportamento que determina se a massa conquistada virá acompanhada de qualidade ou de gordura acumulada sem controle.
Treino e alimentação no mesmo plano
Boa parte dos processos de recomposição tropeça na fragmentação do cuidado, quando dieta, treino e acompanhamento médico seguem orientações que não conversam entre si. Nesse cenário, o paciente recebe sinais contraditórios e passa a escolher o conselho mais confortável, o que transforma a divergência entre profissionais em rota de fuga. No Método LP, nutrição, educação física, medicina e estética atuam no mesmo espaço e sob a mesma direção, trocando informações sobre cada caso e ajustando decisões em conjunto.
Dentro dessa engrenagem, o educador físico entrega técnica, execução e progressão mensurável, enquanto a médica nutróloga acompanha parâmetros clínicos com foco em sustentabilidade. A liderança do processo fica com a nutrição, ponto em que o trabalho de Lucas Peralles se volta para a consolidação, ensinando o paciente a manter a composição corporal alcançada em semanas de viagem, eventos e rotina apertada, com correções de rota que dispensam extremos. O resultado passa a pertencer ao paciente, e não apenas ao período em que ele esteve sob acompanhamento próximo.